Processo Escultórico

Existem diversas técnicas e materiais para desenvolver obras escultóricas. Este processo cria muita curiosidade nas pessoas porque não é uma atividade do cotidiano, e cada vez mais, as esculturas realizadas manualmente tendem a se tornar processos estranhos, fonte de paciência, estudo e minuciosidade. Assim como aqueles móveis antigos com talhas e relevos em madeira ou as esculturas de mármore ou bronze, os bustos realizados no ateliê Gandaia percorrem uma sequência poética e delicada até estarem prontos.

1. Pesquisa

…se torna essencial, em especial para os bustos que homenageiam pessoas das quais não se têm suficientes registros em boa qualidade. Nestes casos as fotografias ajudam a completar o quebra cabeças anatómico para dar vida a um retrato escultórico.

2. Modelado [suporte]

Uma vez escolhidas as fontes imagéticas, a argila começa a dar seu suporte para a modelagem. Conhecimento anatómico e observação são essenciais para chegar o mais perto possível da imagem real.

3. Modelado [expressões]

Com cuidado e muitíssima paciência são modeladas as expressões e detalhes.

4. Criatividade e Mensagem

A parte criativa é justamente incluir neste processo o recado que a obra quer passar. Fortaleza, liderança, acolhimento, visão de futuro, estas e outras características da pessoa são passadas para a obra no olhar, no sorriso ou em pequenos gestos.

5. Modelado [detalhes]

A parte criativa é justamente incluir neste processo o recado que a obra quer passar. Fortaleza, liderança, acolhimento, visão de futuro, estas e outras características da pessoa são passadas para a obra no olhar, no sorriso ou em pequenos gestos.

6. Aprovação do comitente

Após a assinatura chega o processo de avaliação, e sendo aprovada a peça pela pessoa que a encomendou, parte se para a criação da forma de gesso. A escultura é dividida com uma fina chapa de alumínio ao redor do perímetro da cabeça.

7. Fôrma

As camadas de gesso são colocadas com pincel no início e logo diretamente com a mão. Entre camadas expande-se a estopa para dar rigidez e durabilidade ao gesso. A forma precisa ser fina mas resistente. Como meu Mestre Antônio Oriana me ensinou… “A forma tem que ser tão bela quanto a obra”.

8. Expansão

Depois do gesso endurecer, retiram-se algumas das chapinhas de alumínio e por gotejamento, a argila se expande e abre a forma.

9. Extração

Extrai-se a argila que será reutilizada em outras obras e se limpa a forma com pincel e muito cuidado.

10. Preenchimento

Com as duas formas já limpas e bem húmidas começa o início do preenchimento. Esparce-se o desmoldante e logo começam as camadas de cimento.

11. Reforço

Após duas ou três camadas já endurecidas, reforça-se com malha metálica para evitar rachaduras ou quebraduras.

12. Fechar

Fecham-se as metades, se apertam com arame e sela-se a junta com estopa e gesso para evitar que o cimento líquido escorra para fora da peça.

13. Cimento

Coloca-se a forma já fechada de cabeça para baixo, e volca-se cimento líquido para juntar as duas metades, despejando o excedente.

14. Retirar

2 a 3 dias depois, o cimento já deveria estar pronto para descascar a forma. Com ponta e marreta vai se tirando a forma de gesso.

15. Ver a luz

A peça de cimento vê a luz, e realizam-se os ajustes e reparos de bolhas ou imperfeições possíveis.

16. Polir

Polimenta-se com pedra e lixas variadas.

17. Pintar

Pinta-se com pátina, sendo maiormente de querosene e alcatrão para dar o tom escuro e recobre-se com resina.

18. Despedida

Damos brilho e despedimos com amor a peça que vai ao mundo.

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